Pedi com carinho para minha irmã/coleguinha do blog, postar um presentinho para moi - como...una foto do Vincent Gallo. E nada. Como rrrrrealmente estamos sós nessa porquera de Corporação, postarei lá fotito para moi. :)
o que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. o que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. tudo o que existe é de uma grande exatidão. pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. o bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
O vídeo abaixo é de um documentário sobre a violeira sul-matogrossense helena meirelles. Não gosto de trailer e esse em especial detestei. Infelizmente tem pouca coisa dela no youtube. Helena meirelles foi uma violeira extremamente talentosa, tinha o dom mesmo. Apresentou-se em um teatro pela primeira vez só aos 67 anos e logo depois gravou um disco. Não teve a vida fácil, desde de criança bateu o pé para ser violeira. Nascida em 1924 no interior do mato grosso do sul, a mulher não tinha opção. Era conhecida por ter o temperamente forte, ser brava e fazer o que o nariz mandava. A encontrei uma vez no saguão de um teatro de são paulo; sorria e parecia bem, e com toda a razão, afinal conseguiu viver do que mais gostava de fazer, tocar viola.
Um trecho da entrevista feita pela jornalista lucy dias para a revista marie claire número 39 de junho de 1994:
'MC - Quando descobriram que você tocava? HM - Eu tinha uns nove anos. Meu tio tava viajando e parou com a comitiva. Aí mandou eu buscar o violão dele, afinou e começou a tocar. Eu olhei, olhei e falei:"Tio, eu queria tocar uma moda com o senhor". Ele olhou espantado: "Tocar violão?" Expliquei: "É, eu já toco um pouquinho". Ele disse: "Vai buscar o violão lá, sua merda, se você não tocar eu vou te dar uma surra". Fui mais que depressa. Na hora de afinar, ele disse:"Dá aqui que eu afino". Eu disse: "Pode deixar que eu sei". Ele ficou com os olhos arregalados vendo eu afinar. Depois eu falei pra ele solar que eu ia acompanhar. Aí arrematei: "Agora o senhor me acompanha que eu vou solar". "Mas quem te ensinou?", ele me perguntou. "Eu aprendi sozinha vendo o senhor e o Aldo (o irmão) tocar." Daí em diante ele já foi lascando para todo mundo e falando que tinha uma sobrinha que tocava e tocava muito bem. Dali se alastrou para o Mato Grosso.
MC - Seus pais proibiam você de tocar e ameaçavam cortar seus dedos? HM - Eu dizia: "Corta , que eu toco com os tocos". Eu era capetinha desde criança. Minha mãe não pôde comigo, ninguém me segurou.'
Esse é um depoimento que cartola deu para o estúdio eldorado em 1979, foi gravado por josé luiz costa e aluisio falcão. Imperdível ouvir a voz carinhosa do sambista contando um pouco da sua vida. E de bônus, cartola canta no final.
Cena do filme 'el espíritu de la colmena'de 1973 do diretor víctor erice. Não assisti ainda, mas acabei de ver essa cena no youtube e lembrou minha infância quando tremia de medo de fantasmas. Dormia muito mal, tinha muitos pesadelos e era sonâmbula. Mas tem uma possível explicação. Tinha uma tia carioca muito amada e alegre que adorava assistir filmes, e nos anos que morei direto no rio, dos meus quatro ao dez anos, uma das minhas diversões preferidas era assistir a vários filmes de terror com a tia fatinha. Era um seguido do outro. Uma farra, mas teve suas consequências, hehe. Anos e anos dormindo de luz acesa e atravessando o corredor correndo e com o coração na boca. Uma aflição danada. Até que um dia o medo some, do nada. Puf! E lá se foi o pavor de anos.Vivemos nos surpreendendo e superando nossos limites. Essa sensação é fascinante e nos enche de ânimo e esperança. E não tem fim, superamos algo difícil, aprendemos e ficamos mais fortes e já temos novas metas, novos desafios. Ahhh, a cena abaixo é fantástica...daquelas situações em que todos já passaram, conversar cochichando embaixo das cobertas a meia luz antes de dormir. Deu muita vontade de ver.
Parece muito com uma planta que tenho em floripa de nome popular na região de santa catarina de 'xícara e pires', em são paulo eu a conhecia com o nome popular de 'lírio do amazonas'. É uma espécie da familia Spathiphylum. Floresce do mesmo jeitinho dessas da foto, flor emborcada e branca, haste longa e no caso da brasileira, cheirosa. Mas, creio que essas da foto não sejam da familia dos lírios, não. A folhagem é diferente e essa foto veio de um blog de um lugar frio, algum país nórdico...isso eu lembro, na pressa e descuido meu, não peguei a fonte, desculpa ao autor da bonita foto.
O 'campbell apartment' é um bar que fica na estação central de trem em nova iorque, a 'grand central station'. Se estivesse por lá e fosse esperar pelo trem sentaria num dos lugares do balcão de frente a janela lindíssima e pediria um dry martini. Confesso que tomei uma vez dry martini e não gostei. Mas umas das conversas no almoço do dia das mães ontem foi um bar em são paulo, o 'dry', em que a especialidade é o dry martini. Falaram tanto, tanto, que até pareceu bom, rs. Então, voltando ao bar de nova iorque, o das fotos abaixo, se estivesse por lá, brindaria ao fenelon e a ju, aos dry-martineiros de ontem. Combinamos uma ida ao bar, veremos. p.s.etílico: a azeitona do tradicional dry martini é perfurada três vezes.
p.s.1: a ju lembrou bem após ler o meu post, 'dry martini' é uma coisa e solamente 'martini' é ouuuuuuuutra. Estou falando aqui do drink. No site do bar em que coloquei aqui, na página inicial estão as etapas e os ingredientes para se fazer um dry martini de responsa para quem se interessa na arte da coquetelaria. Quanto a mim, concluo que 'no entiendo nada del destilados', hehe. Foi-se o tempo, ainda bem.
fotografia de ben rayner para a entrevista de andy capper com s.m. para a revista vice.
'been in a palace, been in a jail I just don't want to be reborn a snail just want to spend eternity right where I am, on the sunnyside of the street!'
p.s.contigo: em 1976, antes da formação da banda the pogues, shane macgowan estava curtindo um show do clash com kate korus [the slits] em quem estava dando uns beijos, quando de repente a moça confundiu a orelha do rapaz com uma empadinha e nhac. Sangria desatada e um fotografo por ali resultaram em matéria nos jornais no dia seguinte.
Certo dia o paisagista burle marx foi abordado com a seguinte pergunta: 'é verdade que as plantas ficam mais bonitas e crescem mais se conversamos com elas e colocamos música para ouvirem?' Resposta de sr. marx: 'senhora, planta só precisa de três coisas. Água, luz e bosta.' :O Não sei a veracidade dessa história, ouvi de um jornalista-mega-super-ultra vaidoso e contador de vantagens-mor. Eu gosto de acreditar que aconteceu, acho a resposta fantástica. Eu como sou fã, acho que ele não foi grosseiro e sim objetivo e sincero. Sempre imagino ele falando com um sorrisinho de canto de boca e dando leveza a resposta.
Falando do Eels no post abaixo me deu saudades e fui escutá-lo o. Eels basicamente é o Mark Everett aka E. Vendo se rolava álbum novo, acabei de encontro e acabei de assistir o documentário que o Mark fez sobre o pai em 2007 para a BBC Scotland. O 'Parallel Worlds, Parallel Lives' é sobre a busca de Mark para entender melhor o seu pai, Hugh Everett, já falecido a 25 anos. Hugh Everett em 1957 foi o físico que surgiu, através da física quantica, com a teoria de Muitos Mundos aka Universos Paralelos. Páaaaaa. O documentário mostra Mark atrás de histórias da vida do pai para entender melhor como ele conseguia ser um físico tão brilhante e ao mesmo tempo um ser tão afastado emocionalmente da família. Ele viveu 19 anos na mesma casa com o pai e conta ter conversado e convivido muito pouco com ele. Bem bom o documentário, momentos tocantes. O muleque Mark de 46 anos teve uma vida bem dura, nem vou comentar sobre o resto. O bom foi que parece que ele conseguiu canalizar uma boa parte dessa dor e libera-la em sua música. Gosto bastante do trabalho dele. Mark Everett realmente rocks. Rocks my world. O documentário não rolou por torrent, assiti pelo Tutube mesmo. Vai lá, são 6 partes, vale a pena - tem o link ali em cima, no nome do doc.
P.S.: 'Tired of the old shit, let the new shit begin.' Eels
∆ Sim! Album novo, logo logo em junho. Hombre Lobo. Sterling.
∆ I'm not your little whore no more! Whore no more! ∆ Muito bom! Esse showzinho é da banda fictional, Munchausen By Proxy aka Zooey Deschanel + a banda Von Iva. A letra é genial. Essa cena faz parte do filme Yes Man com a Zooey e o Jim Carey. Tem mais músicas da banda na trilha do filme - ah, e as músicas são do Eels. Fantastic.
Me-eu, assisti D.A.R.Y.L., filme de minhas lembranças de jovem pequerrucha nos anos 80. Assisti inteiro, tive - fantástico! Por coincidencia é com o mesmo ator bonitinho que fez História Sem Fim - falei sobre o jovem do amuleto em alguns posts anteriores - mas esse é o outro jovem, é o do mundo real, o mino que lê o livro, é problemático e desenha unicornios. No D.A.R.Y.L. ele é próprio: Data Analyzing Robot Youth Lifeform - ele é um robot que adquire sentimentos humanos, um A.I., incrível e comovente. O ator Barret Oliver é conhecidinho de quem era jovem nos 80's, além dos 2 filmes TOP5 citados anteriormente, ele fez o mino dos Cocoons, Twilight Zone...e parou, cansou de Lalaland. Muito bem para os pais do Barret, mas um homem de 30 e poucos anos provavelmente estragado e afetado por Hollywood - que serviu muito bem para entreter jovens como eu nos incríveis bregas tecnológicos anos 80. Aimmmm.
"He's smart, nice, liked by all. Why is he targeted for destruction? He can't be kept a secret any longer." Muito bom! O poster da direita é clássico anos 80. Uia! Arrepiei de nostalgia.